Prefeito de São Paulo assina decreto reconhecendo nome de Transexuais

amarinho | Educação e Informação, Advocacy | Terça, 19 de Janeiro de 2010

Uma das principais reivindicações da sociedade civil GLBT e das organizações que lutam pelos seus direitos foi atendida pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab: a utilização do nome social para Travestis e Transexuais em toda a administração municipal direta e indireta.

Utilizando prenomes adequados à sua identidade social, Travestis e Transexuais conseguem escapar de pequenas e grandes humilhações e constrangimentos do dia a dia, evitando um outro conjunto de dificuldades de cunho moral, social, psicológico e até jurídico.

Com o decreto assinado dia 14 de janeiro de 2010, a prefeitura garante a inclusão e passa a utilizar prenomes adequados, evitando constrangimentos e situações vexatórias para Travestis e Transexuais que possuem um nome na carteira de identidade que não condiz com sua aparência e identidade de gênero.

Vale ressaltar que a medida não acarreta custos para a administração pública do município, uma vez que o nome social será inserido antes e entre parênteses do nome civil nos registros municipais já existentes relativos aos serviços públicos, como fichas de cadastro, formulários, prontuários etc.

“A medida é histórica para São Paulo e mais uma vez demonstra seu pioneirismo e preocupação com questões referentes aos direitos humanos dos seus munícipes Travestis e Transexuais e cumpre mais resolução da Conferência Municipal GLBT” diz Franco Reinaudo, Coordenador geral da Cads.

Caio é o primeiro personagem gay de Maurício de Sousa

amarinho | Advocacy, Divulgação | Sábado, 28 de Novembro de 2009


Caio é o primeiro personagem gay de Maurício de SousaCaio - Mauricio de Souza

Publicado em 15/11/2009 por mondomoda

Tina e Caio by Mauricio de SousaA 6ª edição da revista “Tina”, da editora Panini, apresenta o primeiro personagem aparentemente gay das histórias de Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica.
Caio, que é apresentado como melhor amigo de Tina na história de capa, assume ser “comprometido”, indicando outro rapaz, o que causa estranhamento para os outros personagens.
A personagem Tina, originalmente hippie, nos anos de 1960, agora tem um amigo gay, em história da edição número seis de sua revista
A assessoria de Maurício de Sousa considera que é a primeira vez que o assunto é abordado nas histórias, cumprindo promessa do autor de discutir questões ligadas ao universo adolescente, “de forma tranquila e sem levantar bandeiras”.
No entanto, para brindar a inclusão dele na história, há nela também um discurso de Tina contra preconceito em geral.
O assessor afirma que a história não pretendeu ser categórica no lançamento de um personagem gay. Ele levanta até a possibilidade de que ele seja bissexual, no entanto (???).
Ele também assegura que a história e o personagem terá a devida continuidade e encaminhamento.
Tina, agora estudante de jornalismo, é uma personagem que foi criada nos anos de 1960, inicialmente com um visual hippie, e traços bem diferentes dos atuais.

Participe: Você é a favor ou contra o PL 122 que criminaliza a Homofobia, no Brasil?

amarinho | Advocacy, Participação, Divulgação | Sexta, 13 de Novembro de 2009

Pessoal LGBT e pessoas aliadas: com dois minutos você pode nos ajudar aprovar a primeira Lei que beneficie a comunidade LGBT, o PLC 122/2006 que entre outras formas de discriminação, coibirá a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

1) Entre neste site:
http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0

2) Na pagina principal (do Senado), role a pagina para baixo, e procure por “enquete” em azul, na coluna mais fina, à direita.

3) Vote SIM

(se tiver curiosidade veja o resultado…v pode se surpreender)! VOTE!!!

Apelo para esta corrente do bem aos blogueiros, usuários de orkut, twitter, facebbok e sites que publicizem este recado.
Pessoal por favor repliquem.

TEM MULHERES NA PARADA!!! – Pela Abolição da Violência Contra a Mulher Homoafetiva

Articulação Brasileira de Lésbicas – ABL
Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

Amor e Sexo [e Futebol]

amarinho | Advocacy | Sexta, 22 de Maio de 2009

JOSÉ GERALDO COUTO

Da sedução à la Robinho à amorosa tabelinha, o erotismo entra em campo de várias maneiras.

HOJE VAMOS falar de sexo. Não, não vou ficar especulando se Robinho estuprou ou não a garota que o acusa nem vou comentar a vida sexual de Ronaldo ou de qualquer outra pessoa. O que interessa aqui é o erotismo simbólico presente no futebol e em seu entorno. Já virou lugar comum comparar o gol, momento de clímax do futebol, a um orgasmo. Por extensão, perder um gol feito é como broxar na hora H. E uma expressão como “entrar com bola e tudo”, a bem da verdade, é quase pornográfica. Mas há nessa analogia entre futebol e sexo uma coisa curiosa. Observando bem, a relação erótica (no plano simbólico, insisto) se dá tanto entre adversários como entre companheiros de time. Calma, eu explico. Há um forte traço de dominação sexual, ou de sedução e conquista, no embate entre um jogador, sobretudo um atacante, e seu oponente. Uma bola metida entre as pernas equivale a um estupro, e não por acaso o jogador que a sofre fecha as pernas instintivamente, tarde demais, como uma donzela tentando defender a castidade. Um jogador que fica serpenteando diante do adversário, oferecendo-lhe a bola como uma maçã do Éden, só para tirá-la do alcance do infeliz no último instante, é um autêntico sedutor. O locutor diz: “Tirou fulano pra dançar”. O modelo clássico dessa atitude de lasciva provocação era o estilo do ponta-esquerda Edu, do Santos e da seleção nos anos 60 e início dos 70. Robinho é um atacante em cujo jogo o componente sensual é notório. Rebola para cá, rebola para lá, pedala, acena com a entrega, hipnotiza o adversário e, no instante decisivo, escapa, deixando-o desconcertado, sem equilíbrio. Seu golaço contra a Itália, na terça-feira, ilustra à perfeição o que estou dizendo. O estilo Robinho consiste em amolecer o antagonista para então se aproveitar de seu ponto fraco. É como o conquistador que embriaga sua vítima com bebida, alguma droga ou a mera lábia para minar sua resistência e consumar a violação. Mas há também uma relação erótica, igualmente simbólica, mas de outra natureza, entre jogadores de uma mesma equipe. Chico Buarque observou uma vez que, diferentemente das meninas, que podem andar de mãos dadas ou abraçadas com amigas sem despertar censura, os meninos precisam sublimar seu afeto pelos amigos de outras maneiras, por exemplo jogando futebol. Já nem falo da comemoração de um gol ou uma vitória, quando marmanjos se abraçam, se beijam, rolam no chão. O próprio passe, sobretudo aquele que coloca o companheiro numa boa situação, já é um claro gesto de carinho. A devolução, idem. Por isso, a tabelinha é a jogada mais amorosa que pode existir. O gol de Elano no jogo contra a Itália foi uma dessas tabelas que são verdadeiras cenas de amor; o segundo gol do Palmeiras contra o Mirassol, feito por Keirrison em parceria com Diego Souza, foi outro. Resumindo drasticamente esta elucubração, talvez se possa dizer que, na relação com o adversário, prevalece o sexo e, na relação com o parceiro de time, sobressai o amor. E o erotismo, que não se confunde com a pornografia, é a fusão dessas duas coisas.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk1402200917.htm

Poster do Projeto “VIGILANTES”

amarinho | Advocacy, Divulgação | Terça, 7 de Abril de 2009

Pessoal,
poster vigilantes2009web2 - poster vigilantes2009web2
Fizemos esse poster para um evento em que Maggie esteve presente no Rio, semana passada. Pensamos que seria bom que todos os vigilantes pudessem ter acesso ao poster. Aqui, colocamos uma amostra para você poder compartilhar com seus colegas, apoiadores, contatos, instituições, amigos…

Abraços

MEC reconhece relação gay como entidade familiar p ara cálculo de renda no ProUni

amarinho | Advocacy | Quinta, 22 de Janeiro de 2009

Nesta terça, 20, o Ministério da Educação deu parecer favorável ao pedido apresentado na última semana pelo funcionário público de Guarulhos, J.G.A, que brigava para que o órgão considerasse para cálculo de renda a relação que vive com seu companheiro. A ideia era garantir o direito a concorrer a uma bolsa do ProUni. O parecer foi elaborado por Ricardo Garroux, coordenação-geral de Relações Acadêmicas de Graduação do MEC, e obteve respaldo da Secretária da Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci.

Ao Mix Brasil, Garroux contou que levou em consideração os demais órgãos governamentais que já praticam políticas que favorecem a população LGBT. “O Ministério do Trabalho, por exemplo, já concede ao estrangeiro parceiro de um homossexual o direito a visto de trabalho no País”, lembra Garroux. No entanto, a principal base para que o caso de J.G.A tivesse um final feliz foi um parecer da Advocacia Geral da União, que em junho de 2008 reconheceu a união civil gay com o intuito de conceder benefícios previdenciários a servidores LGBTs do Rio de Janeiro.

Ricardo Garroux fez questão de lembrar também que o MEC é um dos órgãos participantes do programa “Brasil sem Homofobia”. “O MEC é um órgão que prima pela inclusão, não pela exclusão”, diz o coordenador-geral.

Quando perguntado sobre a portaria que o MEC supostamente publicaria permitindo que pessoas na situação de J.G.A tivessem direito ao mesmo benefício, Garroux assegura que não há necessidade. Segundo ele, o artigo 6º da portaria normativa de número 20, que trata do processo seletivo para o ProUni, já define o companheiro ou companheira do requerente como membro do grupo familiar, sem especificar o gênero das pessoas. “O que faltava era uma interpretação inclusiva do artigo”, diz Garroux.

Tanto J.G.A quanto as Faculdades Integradas Torricelli, instituição escolhida pelo candidato a universitário para cursar Letras, já foram notificados da decisão.

FONTE: www.mixbrasil.com.br