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Enviado em 3 de Junho de 2009
Publicado por MANDINHA | Enviar por e-mail
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Olá pessoal, Dani Massaro postou este artigo na lista de discussão do TUMM, achei interessante para postar aqui, ela o encontrou no site do yahoo, não tem o nome de quem escreveu.
Pesquisei um pouco sobre o assunto e encontrei também uma notícia de 2004 no site do ministério da saúde, eu nunca ouvi falar desta pílula, mas acredito que seria um grande passo para diminuir a desigualdade de gênero em relação à responsabilidade da gravidez, que sempre cai aos ombros das mulheres.
Confiram.
bjos Amanda
Pílula masculina sufoca a gravidez indesejada
Com ou sem hormônios, medicamentos estão prestes a entrar no mercado
Que controle de natalidade é necessário, todos já sabem. Contudo,
atualmente, é a mulher quem acaba sendo a única a utilizar o método
anticoncepcional mais seguro (e não definitivo) disponível no mercado:
a pílula anticoncepcional.
Os homens ficam restritos a duas opções: uma essencial, a camisinha, e
outra definitiva, a vasectomia. Por enquanto. Isso porque as pesquisas
andam a todo vapor nos laboratórios mundiais, em busca do primeiro
anticoncepcional masculino.
Mas como vai funcionar essa novidade? Se der tudo certo,
existirão duas opções básicas: as pílulas hormonais e as
não-hormonais. A abordagem hormonal é, atualmente, a mais próxima da
realidade e da aplicação clínica , avalia o Dr. Antônio Marmo Lucon,
doutor em urologia do Departamento de Urologia da USP (Universidade de
São Paulo).
Neste caso, os hormônios liberados pela pílula bloqueariam
temporariamente a produção de espermatozóides, sem afetar a virilidade
ou sexualidade masculina. E aí está um dos maiores entraves na
popularização deste tipo de medicamento. Os homens em geral têm
resistência a tomar um medicamento que baixe seus níveis de esperma,
mesmo que, como no caso da pílula masculina, estes efeitos sejam
reversíveis , afirma o médico e pesquisador australiano Peter Liu, do
Instituto de Pesquisas Biomédicas de Los Angeles.
Os hormônios usados são a testosterona e a progesterona, (mesmo
hormônio usado na pílula feminina).A grande dificuldade dos métodos
hormonais (que podem vir ao mercado em forma de implantes e adesivos,
e não só como comprimidos) é o acerto das dosagens. Vale lembrar ainda
que o efeito é progressivo e não imediato, ou seja, o homem precisaria
tomar a pílula por alguns meses alcançar 100% de sua eficácia.
Projeto pioneiro, riscos desconhecidos
Nessa fase inicial, os pesquisadores não descartam os efeitos
colaterais, que podem incluir disfunção erétil, ginecomastia
(crescimento das mamas no homem) e aumento da próstata.
Até que estes efeitos sejam eliminados por completo, com mais testes e
pesquisas, a pílula não estará disponível ao público. Outra opção é
investir nas pílulas não hormonais, que têm por objetivo impedir, sem
recorrer a hormônios, que os espermatozóides fecundem o óvulo.
Um exemplo é a pesquisa realizada pela Universidade de Massachusetts,
que descobriu, em 2005, a relação entre a proteína chamada Cs e a
mobilidade da cauda dos espermatozóides. Se eles não conseguem se
mexer, são incapazes de chegar até o óvulo e realizar a fecundação.
Assim, a função da pílula seria bloquear esta proteína, o que não
afetaria em nada a produção de esperma nem traria efeitos colaterais.
Se eles não conseguem se mexer, são incapazes de chegar até o óvulo e
realizar a fecundação. Assim, a função da pílula seria bloquear esta
proteína, o que não afetaria em nada a produção de esperma nem traria
efeitos colaterais.
Outra opção é a chamada pílula do orgasmo seco , uma descoberta da
Universidade King´s College, que impede a ejaculação (mas não o
orgasmo) do homem. O melhor é que esta pílula poderia ser tomada logo
antes da relação sexual ou todos os dias, como a feminina, e seu
efeito duraria cerca de 24h.
Uma alternativa, avaliada na Universidade de Washington, tem foco no
sistema imunológico: aqui a idéia é bloquear uma proteína chamada
epina, que ajuda na maturação do espermatozóide, tornando o homem
infértil sem mexer em seus níveis hormonais.
Já seguindo a mesma linha do DIU feminino, pode surgir no mercado, em
cerca de cinco anos, um equivalente masculino, feito de silicone.
Composto por dois tampões, o dispositivo seria implantado no canal
deferente masculino, bloqueando a passagem do esperma. Para voltar a
ser fértil, bastaria retirar o implante. “Atualmente, lidamos muito
mais com a falta de interesse quanto ao tema do que com a carência de
soluções em si” , conclui o Dr. Antônio Marmo Lucon.
Mas este quadro deve mudar. Levantamentos feitos no Brasil e nos
Estados Unidos apontam que mais da metade dos homens usariam um método
anticoncepcional não definitivo como a pílula, o implante ou o gel,
enquanto que cerca de 70% das mulheres disseram que confiariam em seus
parceiros para cuidar do controle de natalidade. A previsão é que
dentro de alguns anos os primeiros produtos comecem a chegar às
prateleiras.
Notícia de 2004, site: http://www.sistemas.aids.gov.br/imprensa/Noticias.asp?NOTCod=54090