Dani GAM | Bem-Vindos/as!!! | Quarta, 28 de Janeiro de 2009

Bom dia Galera

Nesse mês de janeiro realizamos ações de prevenção dentro da Fundação CASA - Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente.

No dia 14/01 desenvolvemos uma oficina sobre o uso de drogas para 20 adolescentes da Fundação CASA de Jacareí e do dia 19 ao 27 de Janeiro formamos 20 agentes multiplicadores da Fundação CASA de Taubaté.

casa Taubate 7 11 08 072 - casa Taubate 7 11 08 072

Dani e Lippo

Organizações internacionais lançam rede global da juventude GLBT

amarinho | Bem-Vindos/as!!! | Segunda, 26 de Janeiro de 2009

Fruto de uma parceria entre a ILGA (Associação Internacional de Lésbicas e Gays) e IGLYO (Organização Internacional de Jovens Gays e Lésbicos), foi lançada a Rede Mundial da Juventude GLBT.

A idéia chama atenção por ser a primeira desse tipo. Adolescentes Lésbicos, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Intersex poderão se registrar na rede e trocar experiências de qualquer canto do mundo.

Nanna Moe, membro executivo e chefe de comunicação da IGLYO, disse que tal idéia permitirá através de conversas que estes jovens possam traçar “uma luta pelos direitos do coletivo e assim fazer uma luta internacional”.

Será criado uma lista de e-mail onde haverá um mediador, segundo os ativistas de ambos os grupos. Eles também acreditam que o projeto será de grande utilidade para aqueles que vivem em países onde os direitos GLBTs não são reconhecidos.

Integrante da ILGA, Ruth Badacchino, revelou ter uma profunda crença a respeito da “participação dos jovens que pertencem a coletivos de luta. Este projeto dará importantes passos para o ativismos internacionais da juventude GLBT”, finalizou a militante. Podem participar pessoas com idade entre 15 e 24 anos.

Se você é jovem é quer participar da rede mundial acesse o site da ILGA ou o da IGLYO e se inscreva.

MEC reconhece relação gay como entidade familiar p ara cálculo de renda no ProUni

amarinho | Advocacy | Quinta, 22 de Janeiro de 2009

Nesta terça, 20, o Ministério da Educação deu parecer favorável ao pedido apresentado na última semana pelo funcionário público de Guarulhos, J.G.A, que brigava para que o órgão considerasse para cálculo de renda a relação que vive com seu companheiro. A ideia era garantir o direito a concorrer a uma bolsa do ProUni. O parecer foi elaborado por Ricardo Garroux, coordenação-geral de Relações Acadêmicas de Graduação do MEC, e obteve respaldo da Secretária da Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci.

Ao Mix Brasil, Garroux contou que levou em consideração os demais órgãos governamentais que já praticam políticas que favorecem a população LGBT. “O Ministério do Trabalho, por exemplo, já concede ao estrangeiro parceiro de um homossexual o direito a visto de trabalho no País”, lembra Garroux. No entanto, a principal base para que o caso de J.G.A tivesse um final feliz foi um parecer da Advocacia Geral da União, que em junho de 2008 reconheceu a união civil gay com o intuito de conceder benefícios previdenciários a servidores LGBTs do Rio de Janeiro.

Ricardo Garroux fez questão de lembrar também que o MEC é um dos órgãos participantes do programa “Brasil sem Homofobia”. “O MEC é um órgão que prima pela inclusão, não pela exclusão”, diz o coordenador-geral.

Quando perguntado sobre a portaria que o MEC supostamente publicaria permitindo que pessoas na situação de J.G.A tivessem direito ao mesmo benefício, Garroux assegura que não há necessidade. Segundo ele, o artigo 6º da portaria normativa de número 20, que trata do processo seletivo para o ProUni, já define o companheiro ou companheira do requerente como membro do grupo familiar, sem especificar o gênero das pessoas. “O que faltava era uma interpretação inclusiva do artigo”, diz Garroux.

Tanto J.G.A quanto as Faculdades Integradas Torricelli, instituição escolhida pelo candidato a universitário para cursar Letras, já foram notificados da decisão.

FONTE: www.mixbrasil.com.br

Casal Gay adota quatro irmãos

amarinho | Divulgação | Quarta, 21 de Janeiro de 2009

A Justiça de Ribeirão Preto (SP) concedeu a guarda definitiva de quatro irmãos a um casal de Homossexuais masculinos. A decisão significa que os cabeleireiros João Amâncio, 36 anos, e Edson Paulo Torres, 43, foram autorizados a adotar Ana Beatriz (6 anos), Willian (8), Carolina (10) e Suellen (12).

16 MHG sp casaladota 1 - 16 MHG sp casaladota 1

A decisão, do juiz Paulo César Gentile, será enviada agora às partes e ao Ministério Público. A expectativa é de que, até a próxima quarta-feira, o casal já tenha em mãos a documentação que assegure a guarda.

Gentile chegou a declarar que “o importante é a condição afetiva do casal” e que “a opção sexual pouco importa”.

As crianças já viviam com o casal desde dezembro de 2006, quando os parceiros conseguiram a guarda provisória das crianças. João e Edson, que têm ainda três filhos biológicos, vivem juntos há 17 anos.

João Amâncio mal conseguiu conter a emoção. “Que ótimo. Nem acredito que esse dia chegou. Agora é comemorar e muito”, disse Amâncio.

Mudança

Segundo a psicóloga Maria Auxiliadora Dessen, especialista em adoção de crianças por Homossexuais, a decisão mostra uma mudança de paradigma na forma como a sociedade entende a questão da participação dos Gays na sociedade.

“Felizmente as pessoas estão se atentando que, independente da preferência sexual, os Gays são cidadãos e possuem direitos e deveres”, disse.

Ela faz questão de ressaltar que o fato de viverem sob os cuidados de dois homens que convivem maritalmente não trará nenhum dano às crianças.

“É um preconceito. Problemas podem acontecer em todas as famílias, mas a opção sexual não é fator preponderante para a formação das crianças, mas sim o amor com o qual elas serão criadas.”

Carta motiva medida de juiz

Os quatro irmãos foram internados no Centro de Abrigo e Apoio à Adoção de Ribeirão Preto (Caribe) em outubro de 2003 depois dos pais biológicos perderem, por abandono, a guarda das crianças.

Como a lei determina que os irmãos não sejam separados em caso de adoção, os quatro ficaram internados até outubro de 2006 e, no período, não houve interessado em adotar todos juntos.

Foi quando Suellen, a mais velha do grupo, escreveu uma carta ao juiz Paulo César Gentile pedindo que, se fosse necessário, separasse a família para permitir que todos fossem adotados.

O pedido comoveu o juiz, que passou a estudar alternativas e, sabendo que a chance de alguém adotar os quatro de uma vez era quase nula, autorizou visitas de João e Edson às crianças.

Eles começaram então a ter contato com os quatro e pediram a guarda dos pequenos, que foi concedida pela Justiça a três dias do Natal de 2006. Desde então as crianças vivem com João e Edson.

“Já somos uma família. Nos amamos muito e, embora com todas as dificuldades, fico muito feliz pela Justiça ter entendido que o amor independe de opção sexual”, disse João Amâncio, agora pai dos quatro irmãos.

Feliz 2009!!

Maggie | Bem-Vindos/as!!! | Sexta, 16 de Janeiro de 2009

Queridos e queridas Vigilantes!!
Em primeiro lugar gostaria de desejar a cada um de vocês e para todo os grupos do MAB, um 2009 com muita saúde, amor, prazer de viver a vida, conquistas, sonhos e realizações! Estou voltando de férias descansada e com muitas energias para enfrentar os desafios desse novo ano. E um dos desafios que juntos assumimos é lutar, promover e defender os direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e jovens.
Gostei muito de reflexão da Dani sobre a reportagem do “Dimenor”, eu não assisti, mas concordo com ela e isso me trouxe uma luz. Não sei como está o contato com pessoas e instituições para formar a rede local de advocacy no seu município, mas acho fundamental contatar e sensibilizar a pessoas da área de comunicação ( TV, jornal, radio, etc). Incorporar a essas pessoas, jornalistas, locutores e outros em alguma das oficinas , levar para eles o material escrito sobre os direitos, enviar por e-mail a política de saúde sexual e reprodutiva de adolescentes do Ministério da saúde seria muito importante.
Amigas e amigos, a transformação social não é fácil ! eu sei que muitos/as de vocês as vezes ficam frustrados porque trabalham e trabalham e parece que as coisas não mudam, é como ver o copo meio cheio ou meio vazio, a minha mensagem é que mantenham a atitude positiva, otimista, pensem que o copo esta meio cheio e que sem a atuação de vocês o copo realmente estaria vazio e a situação de adolescentes e jovens seria muito pior do que esta agora. O trabalho que vocês estão realizando é muito valioso!!!! Desde Campinas já escutei resultados da Ieda com os menores que estão em liberdade assistida, como ela tem conseguido mudar projetos de vida porque um menor infrator foi tratado como sujeito de direitos, também já ouvi do trabalho educativo do grupo GAM que evitou a infecção pelo HIV de adolescentes, em fim, já escutei a fala de Rodrigo, o Jean , a Carol, Filippo, Amanda, a Grã, em fim, e me emocionei da consciência e da motivação para o trabalho como vigilantes. Entretanto cada um por separado não tem a força necessária para realizar as mudanças. Então vamos nos organizar e a cada dia vamos a realizar alguma ação. Vamos nos comunicar, trocar idéias, pensar, criar, inovar, atuar! Vigilantes vamos passar da teoria para a ação ! Adolescentes, jovens e adultos atuando juntos conseguiremos alcançar a nossa meta, que para 2009 é que em cada município se implemente a política de saúde sexual e reprodutiva de adolescentes e jovens e que sejam respeitados os seus direitos sexuais e reprodutivos!!!

Um abraço apertado com carinho, saudades e muita esperança
Maggie

“Dimenor”

Dani GAM | Bem-Vindos/as!!! | Terça, 13 de Janeiro de 2009

Bom dia Amig@s

Escrever hoje aqui nesse blog não vai ser uma coisa fácil, primeiro por quê o título já me deixou arrepiada só de ouvir, que dirá de escrever!
O fato é que nas últimas duas semanas o programa do Fantástico nos apresentou uma reportagem chamada “Dimenor”
O meu entendimento sobre a reportagem não foi ruim, até tive uma boa impressão durante o documentário, mas me impressiona muito um veículo de comunicação tão forte como a televisão e ainda para piorar a emissora mais assistida no brasil veicular em rede nacional uma reportagem com o termo “Dimenor”, é simplesmente horrível!

Ouvi de algumas pessoas que foi só para ilustrar o tema abordado “menores infratores”, mas mesmo assim não me conformei com aquilo. No GAM tivemos uma discussão sobre o tema e sobre a reportagem e chegamos todos num acordo de não aceitar esse título, nome, tema (seja lá o que isso for), que como uma Organização da Sociedade Civil que tem objetivo final a diminuição da vulnerabilidade e a promoção do protagonismo juvenil não poderíamos engulir dessa forma essa afronta.

E se me perguntarem, por que toda essa revolta logo digo: Não estamos há 18 anos da lei federal 8069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) para ter que ouvir esse tipo de coisa, a minha infelicidade a respeito de assunto é que vai fazer 10 anos que trabalho em prol do adolescente e que nunca tivemos um espaço desses para falar do nosso trabalho, dos adolescentes, dos jovens, dos nossos protagonistas. Só temos espaços para a demagogia (não que não exita adolescentes infratores), mas temos tantos outros adolescentes fazendo e acontecendo, e por que chamá-los de Dimenor?

Eu como vigilante, me senti afrontada com tamanha falta de senso da Rede Globo em colocar no ar essa reportagem com esse nome, gostaria de saber que “Prioridade Absoluta” é essa que é tratada como “Dimenor”, e que profissionais somos nós que não nos revoltamos, reivindicamos e damos a proteção integral a essas crianças e adolescentes?

Como podemos defender o ECA, Marco Legal, A política Nacinal de Saúde Sexual e Reprodutiva de Adolescentes, se aceitamos que depois de tanto tempo o Código de Menores sobressaia ao Estatuto da Criança e do Adolescente, que reconheçe o mesmo como sujeito de direito e não menor!

Abraços queridos amig@s

Daniela Miranda